Médio Oriente, Turquia

Visitar Diyarbakir | A sonhada capital curda do Sudeste da Anatólia | Viajar na Turquia

Visitei Diyarbakir vindo de mais uma viagem de grupo à Jordânia na qual sou líder para a agência Landescape.

Não sabia muito acerca desta cidade. Sabia que a maioria da sua população é de origem curda e que não raras vezes tem havido por aqui várias escaramuças, conflitos mais sérios e até alguns atentados entre forças pró curdas e a polícia turca.

ENTÃO PORQUÊ VISITAR DIYARBAKIR ?

Para além de a cidade estar estrategicamente bem colocada para visitar o sudeste da Turquia -e de os vôos desde Ankara ou Istambul por norma serem baratos- tinha visto algumas coisas que me pareceram interessantes e que valeriam a pena fazer-me passar aqui uns dias.

Nomeadamente: a sua Grande Mesquita -uma das mais antigas da Turquia construída no século XI em basalto, o seu bazar e praça central -onde os homens se reúnem em pequenos bancos para pôr a conversa em dia. As suas impressionantes Muralhas que em conjunto com os Jardins de Hevsel entraram para a lista de Património UNESCO , e o antigo caravanserai Hasan Pasha onde podemos tranquilamente beber dos melhores cafés turcos e fumar uma valente shisha.

Mas havia ainda outra forte razão – ou quiçá a primeira- que me levou a iniciar aqui o meu Roteiro pelo sudeste da Turquia e a região autónoma do Curdistão Iraquiano, o povo curdo.

A GRANDE MESQUITA DE DIYARBAQUIR:

A Grande Mesquita de Diyarbaquir

Gostei muito. Talvez por ter ser diferente, tanto no material de construção como na sua arquitectura, mas também pelo conforto e à vontade com que podia por ali andar.

Achei muito interessante saber que foram reutilizadas muitas estruturas da época romana para a construção de alguns componentes.

O CARAVANSERAI HASAN PASHA HANI:

Um lugar a não perder em Diyarbakir. Construído no século XVI para albergar os comerciantes em viagem. Foi aqui que saciei durante uma tarde inteira o meu vício de fumar shisha (sabor limão-menta), depois de beber o melhor café turco (estilo curdo) da minha vida. Um sítio muito bom para conviver com a malta local, jovens e menos jovens!

A GRANDE MURALHA:

Importa referir que esta cidade, capital regional, foi um importante pólo comercial desde os períodos helénico, romano, sassânida, bizantino e mais tarde otomano e islâmico até aos dias de hoje.

As muralhas de Diyarbakir atestam bem da importância e riqueza desta cidade no passado, ou não estivesse paredes meias com o Rio Tigre que faz parte do “Crescente Fértil”. As imponentes e negras “paredes” de Diyarbakir têm quase 6 km de longitude, pontuadas pelo meio com torres, portas e contrafortes e a mim parecem-me mesmo ter sido impenetráveis à época.

Era também destas margens do rio junto à cidade, nos jardins de Hevsel de que se abastecia a população de comida e água desde há milhares de anos. Por tudo isto em 2015 a UNESCO decidiu inscrever este conjunto hisórico na sua lista de património mundial.

O AMBIENTE EM DIYARBAKIR:

Curdo com parte das vestes tradicionais desta região da Turquia

Lembro-me bem que no início deste artigo, escrevi que esta cidade tem sido vítima de vários momentos de tensão ao longo do tempo devido à velha questão curdos-turcos, e que no fundo, queria conhecer mais acerca dos curdos, esse povo que tão bem me tinha recebido na nossa viagem ao Irão.

Ora, sabendo que Diyarbakir é frequentemente apelidade de “capital dos curdos” na Turquia, pensei que o melhor a fazer era não descartar uma visita a esta cidade.

Em Diyarbakir o ambiente é por agora tranquilo, mas há muita, muita polícia, e isso para mim é sempre sinal de que coisas menos boas a qualquer momento podem de novo acontecer. Mas é só por aí mesmo que consigo aferir algo acerca dessa questão, em tudo o resto me pareceu correr sobre rodas. Todavia, achei que essa temática curdos-turcos é assunto tabu na rua, sobretudo com um individuo que não conhecem de lado nenhum. Há desconfiança? sim há. Medo? Também.

Os curdos são de facto na generalidade um povo que se distingue dos demais habitantes. Generosos, afáveis, hospitaleiros, humildes, mais abertos com muitos temas comparativamente com árabes, e lutadores, mas desconfiados. Sim, mas não terão razões históricas para isso ? Ou não fossem a maior etnia do mundo sem um pedacinho de terra ?

Mas políticas à parte…o centro histórico é agradável, e come-se muuuuuuito bem, e barato!

Por isso considere incluir Diyarbakir se visitar estas bandas!

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