Israel, Médio Oriente

Viagem a Israel | Massada, ruínas com vista para o Mar Morto | Israel

Perspectiva das ruínas de Massada com vista para o Mar Morto e a Jordânia ao fundo

Na dramática paisagem desértica de Israel ergue-se um penhasco com cerca de 400m de altura, de forma ovalada e perfeitamente plano no topo, com condições de acesso extremamente difíceis.

Fica juntinho ao Mar Morto e é um dos lugares mais míticos de Israel, especialmente para o povo judeu, de seu nome Massada ou Masada.

Importa realçar que muito do que se sabe de Massada e do que ali aconteceu, deve-se ao contributo de Josephus Flavius, antigo comandante judeu da Galileia que durante a grande revolta se rendeu aos romanos no cerco de Yodfat. Josephus nada mais nada menos que o autor das crónicas; ” As guerras judaicas”.

Não obstante haver indícios da existência de um forte ter sido aqui construído por volta do ano 100 A.C, Herodes, no seu reinado ( 3 – 4 BC) apercebendo-se das condições naturais de defesa decidiu construir aqui um forte e um palácio para fugir ao Inverno mais rigoroso de outras paragens.

Mirando o Mar Morto

Tendo o lugar uma ligação umbilical a Herodes, o local foi praticamente abandonado após a sua morte, tendo sido ocupado mais tarde pelos romanos que aqui estabeleceram uma guarnição a partir do ano 6.

No ano de 66, um grupo de Judeus durante a grande revolta contra os romanos, tomou conta do lugar. O último grupo de rebeldes judeus refugiou-se aqui após a destruição de Jerusalém no ano 70, ficando a comunidade sob o comando de Eleazar Ben Yair.

Estes judeus, não tendo grande interesse no palácio, construíram aí uma sinagoga, criaram um mikveh (espaço para banhos de purificação) e dedicaram-se sobretudo ao pastoreio.

Ainda segundo Josephus Flavius, Massada era nesta época o último reduto da resistência rebelde na província romana da Judeia. Posto isto, os romanos sentindo-se desafiados encetaram um cerco à montanha de cerca de três anos para obter a sua rendição.

Em 73 ou 74, uma legião de 8000 homens comandada por Flavius Silva iniciou a campanha de conquista de Masada. Foram construídos oito acampamentos base, um muro e uma rampa feita de terra e madeira para poder através de uma torre de cerco conseguir aceder ao topo destruindo a muralha. Pelo menos ainda hoje, conseguimos perceber os contornos de alguns acampamentos e a rampa.

Os contornos de um dos acampamentos em segundo plano
A rampa construída pelos romanos

Depois de alguns meses em luta, os romanos decidiram então dar uso à rampa, e com a torre de cerco conseguiram enfim penetrar no coração da resistência rebelde. Como descreve Josephus nos seus escritos, os judeus, decidiram em conjunto, convencidos pelos seus líderes, que seria muito melhor serem eles a tirarem as próprias vidas do que se entregarem à fúria romana, morrendo ou tornando-se escravos.

Quando os romanos finalmente conseguiram abrir caminho e entrar dentro das muralhas não encontraram resistência alguma e descobriram 960 cadáveres.

E foi assim que teve lugar um dos maiores actos de suicídio colectivo da história que se conhece.

Segundo Josephus, apenas duas mulheres –que partilharam pormenores dos acontecimentos com o historiador Josephus- e cinco crianças que se esconderam nas cisternas sobreviveram ao acto.

Ruínas do interior do palácio de Herodes

Hoje, Massada será um dos lugares mais importantes, e símbolo máximo da resistência e orgulho judaicos. Depois de muitos anos votado ao quase abandono, nos anos 60 o professor Yigal Yadin liderou uma equipa de investigação no local para procurar desvendar o que o lugar tinha para dizer ao mundo. As descobertas terão sido acordo com os relatos de Josephus ao ponto de se terem encontrado peças de barro com os nomes dos rebeldes, supostamente usados para sortear quem iria provocar as mortes das suas famílias e de si próprios.

Hoje em dia é mesmo o segundo lugar mais visitado em Israel depois de Jerusalém e está inscrito na lista de Património UNESCO desde 2001.

O monte de Massada- FOTO BY GOISRAEL.COM

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