
Dominamos. Controlamos. Dominamos o calor, dominamos o frio, dominamos a comida, dominamos a terra, a água, a luz,a paz e a liberdade.
Dominamos o entretenimento, as máquinas, dominamos os animais, dominamos a velocidade, o tempo. Dominamos o sol, a lua. Dominamos a certeza, dominamos a dor, até o pensamento.
Dominamos a alegria, dominamos a tristeza, até o desejo. Tudo.
Dominamos a noite, dominamosd o dia. Dominamos, dominamos, dominamos.
Dominamos até que o medo de deixar de dominar domina-nos. Encurrala-nos, aprisiona-nos.
Resignados adormecemos, entorpecidos, letárgicos e iguais a tantos outros e ficamos. Ficamos. Ficamos.
Ficamos confortáveis nos seus braços traiçoeiros. Deixamos de ser, existir. Temos medo de gritar, chorar, estar tristes, ter frio, calor, fome, sede, temos o domínio, temos o comando, mas temos medo, medo de te perder, medo de perder domínio.
Um dia fui, queria fugir, e fugi, consegui fugir. Sobre as tuas areias, sobre o nada, surgiu o calor, o frio, a fome, a tristeza, a paixão, a incerteza, a dor. A crueldade do tempo, o vento, a escuridão, a dor.
Só que também o alívio, a alegria, o prazer, o amor, a contemplação. A força do desejo, a grandeza de sentir de estar à tua mercê. Veio a grandeza de saber sentir ser pequeno, a grandeza de voltar a ser, voltar a existir, a paz de sentir nada dominar.
Não fugi e regressou o cheiro da terra, o cheiro do mar, a brisa suave do vento, a leveza de ser, voltei a ver o sol, a lua.
A paz, A liberdade.
Dominamos. Dominamos o calor, dominamos o frio, dominamos a comida, dominamos a terra, a água, a luz,a paz e a liberdade.
Dominamos o entretenimento, as máquinas, dominamos os animais, dominamos a velocidade, o tempo.
Dominamos o sol, a lua. Dominamos a certeza, dominamos a dor, até o pensamento.
Dominamos a alegria, dominamos a tristeza, até o desejo. Tudo.
Dominamos a noite, dominamos o dia. Dominamos, dominamos, dominamos.
Dominamos até que o medo de deixar de dominar domina-nos. Encurrala-nos, aprisiona-nos.
Resignados adormecemos, entorpecidos, letárgicos e iguais a tantos outros e ficamos. Ficamos. Ficamos.
Ficamos confortáveis nos seus braços traiçoeiros. Já não queremos ser, existir. Não queremos gritar, chorar, estar tristes, ter frio, calor, fome, sede, temos o domínio, temos o comando, mas temos medo, medo de te perder, medo de perder oh domínio.
Um dia fui, queria fugir, e fugi, consegui fugir. Sobre as tuas areias, sobre o nada, surgiu o calor, o frio, a fome, a tristeza, a paixão, a incerteza, a dor.
A crueldade do tempo, a força do vento, a escuridão, a dor.
Só que também o alívio, a alegria, o prazer, o amor, a contemplação. A força do desejo, a grandeza de sentir de estar à tua mercê. Veio a grandeza de saber sentir ser pequeno, a grandeza de voltar a ser, voltar a existir, a paz de sentir nada dominar.
Não fugi da dor e regressou o cheiro da terra, o cheiro do mar, a brisa suave do vento, a leveza de voltar a ser.
Regressou o sol, a lua e até o mar, o cheiro do mar.
A paz, A liberdade.
Francisco Agostinho Líbia | Outubro de 2025

