Médio Oriente

Visitar Baalbek | As impressionantes ruínas do Líbano | Viajar no Líbano

O Templo de Baco em Baalbek, ao fundo as montanhas com neve junto à Síria

Primeiro facto: Visitar as ruínas de Baalbek era o meu grande objectivo no meu roteiro pelo Líbano. 

Segundo facto: Li muitos relatos partilhados por grandes viajantes afirmando ficarem verdadeiramente impressionados pela grandeza e a escala colossal de alguns dos seus monumentos.

Terceiro facto: Além de impressionado fiquei mesmo embasbacado com este lugar, não só pelas ruínas como também pelo seu entorno.

Um dos primeiros cenários ao entrar no complexo de Balbeek

Tinha apenas 8 dias para viajar pelo Líbano. Eu sei, é escasso tempo, mas eu sou daqules que pensam que um dia é melhor que zero. Sobretudo por estar ocupado com o planeamento de mais um grupo de viagem à Jordânia que liderei, não planeei absolutamente nada para esta viagem, a não ser no meu imaginário visitar Balbeek.

Baalbek, foi um local de culto para os Fenícios, tendo recebido o nome de Heliopolis na época Helénica. Sob o domínio romano atingiu o seu auge e manteve o seu carácter religioso, na sombra do grandioso Templo de Júpiter. As construções romanas aqui são mesmo consideradas das mais “impressionantes do período do apogeu da arquitectura imperial romana”- segundo a UNESCO.

Entrada principal do Templo de Baco

Baalbek está situado no fértil vale de Bekaa a uma altitude de 1150m, a umas escassas dezenas de quilómetros da vizinha Síria. Basicamente subimos as montanhas desde Beirute, descemos e “voilá”, estamos no Vale de Bekaa. Depois é percorrer cerca de 40km a partir da cidade de Chtoura e chegamos.

A cidade em si é pequena, pelo que à chegada avistei de imediato à minha esquerda as ruínas. Sem demoras apeei e pus-me a caminho da bilheteira. Já depois de comprado o bilhete, fui abordado por dois simpáticos senhores que vendiam T-shirts e isqueiros do “Hezbollah”, tranquilamente conversámos um pouco, deram uns vivas ao seu partido como que tentando influenciar a minha opinião, e deixaram me seguir viagem elogiando Portugal e…Cristiano Ronaldo.

Se comprei algum “souvenir” alusivo ao grupo considerado pela NATO, e por largas dezenas de países no resto do mundo como grupo terrorista? Podemos falar em privado sobre isso.

Escadaria de acesso ao Templo de Baco

Além da minha excitação por poder finalmente visitar este lugar, confesso que também me nutria algum fascínio saber que estava numa região em grande parte dominada pelo polémico grupo denominado “Hezbollah”- mas isso são contas de outro rosário.

Do outrora colossal Templo de Júpiter remanescem apenas algumas das suas colunas exteriores de 20m de altura. O Templo adjacente era dedicado a Baco, este sim muito bem conservado e abundantemente decorado com impressionantes detalhes esculpidos na pedra, sobretudo na sua principal porta de entrada. Nos dias de hoje é sem dúvida um dos highlights da visita.

Bem sei que nem sempre o que é grande…impressiona. Mas aqui meus amigos, foi dos poucos lugares onde fiquei pasmado a olhar para colunas, capitéis e pedras esculpidas espalhadas pelo recinto. Especialmente para quem conseguir avistar um muro (de contenção penso) construído com gigantescos blocos no lado Oeste do complexo. Só me ocorreu: Como foi possível conseguirem não só mover como elevar tantas toneladas? Não sei.

Não sou propriamente um “virgem” em ruínas do género. Já visitei Roma, já visitei as também impressionantes ruiínas de Jerash/Jarash na Jordânia, e quero visitar concerteza outras na Líbia, na Argélia, na Tunísia, na Turquia…Mas se houve lugar que me prendeu e me fez esquecer por largos minutos muitas coisas, foi aqui, foi em Baalbek. Como pôde uma civilização tão antiga e só com meios manuais conseguir realizar tamanhos feitos arquitectónicos e sociais. Fabuloso.

DICA: Visite Baalbeck com tempo. Permaneça até ao pôr do sol se possível. Antes de sair não deixe de visitar o interessante museu. 

Como chegar a Baalbek desde Beirute:

Baalbek dista cerca de 90km de Beirute. A maioria dos mini-bus partem da “Cola Station” . A partir daqui uma carrinha poderá levá-lo até a um ponto já nos arredores de Beirute e aí sim outro transporte iré levá-lo até Chtoura” a primeira grande cidade antes de Baalbek. A partir daqui poderá ter de mudar para outra carrinha ou mini-bus até Baalbek, mas não é certo que o tenha de fazer. No meu caso foi directo. Confie nas instruções do condutor ou dos restantes passageiros.

Eu…e as colunas do Templo de Baco

Onde dormir em Baalbek: 

Hoje teria ficado aqui pelo menos uma noite. A oferta não é muita mas há bons alojamentos na zona, pode ver aqui:

ALOJAMENTOS EM BAALBECK

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4 Comments

  • Reply

    Ilda

    10 Março, 2019

    Mas isto é absolutamente colossal. Também já vi imensas ruínas, inclusive Palmira, quando ainda estava intacta, mas estas fotos mostram algo de único… Quem me dera vê-las ao vivo.

    • Reply

      projecto100rota

      13 Março, 2019

      Olá Ilda! Podes crer, e as fotos não fazem jus ao local. é de facto impressionante, obrigado por passares por aqui!!

  • Reply

    Filipe Morato Gomes

    18 Março, 2019

    Saudades do Líbano 🙂
    Grande abraço!!!

    • Reply

      projecto100rota

      19 Março, 2019

      Obrigado amigo por passares por aqui!! Grande abraço mestre!!

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